A Cor das Palavras

Quantas cores tem A Cor das Palavras?

Todas as que quisermos.

Permitam-me convidar-vos a atravessar este portal para entrar no universo mágico das palavras — as criadoras, para o bem e para o mal, das nossas vivências e das lendas que nos transformam, nos acrescentam e nos obrigam a questionar a nossa mundanidade.

Somos mais do que a nossa realidade, somos a história que envergamos.

Neste universo multiplicamo-nos, como se vivêssemos em várias dimensões em simultâneo. As palavras, e o que fazemos com elas, viram-nos do avesso e confrontam-nos. Vamos destapando novas camadas na nossa pele e no nosso espírito. E também as vamos desenterrando nos outros. Descobrimos novas cores. Muito além do vermelho, amarelo ou azul, os verdadeiros matizes que nos vão colorindo são as descobertas, as revelações, as conquistas, os novos significados, os novos trocadilhos.

A cor das palavras… é o desvendar do segredo; é a poesia vadia e a prosa descarada; é o verso que lamenta o seu fado e a quadra intrometida; é o refrão bisbilhoteiro e o parágrafo que se quer alongar. Pois que se alongue. Certamente fará nascer aquela história, única e especial, que se irá apropriar da mente e do coração de cada um de nós.

E será da cor que quisermos que seja.

Alexandra Maria Duarte

A Cor das Palavras

Alexandra Maria Duarte

Albicastrense de gema, a rapariga das palavras sempre teve alguma dificuldade em dizê-las; gostava mais de as ler e de as escrever. De pequena adorava fazer ditados, porque nunca dava erros. Gostava de ver a história que alguém lhe contava, escrita no papel, com a sua pequena letra, certa e redondinha. Não imaginava, nessa altura, que algum dia poderia escrever histórias inventadas por ela mesma.

Começa a levar a escrita a sério quando começa a frequentar cursos de escrita criativa. Afinal a escrita não é tão fácil como parece e há muito para aprender.

Lança o seu primeiro conto não infantil — «Morte de Perdição» — em 2021, na colectânea Não vão os lobos voltar e no ano seguinte publica o primeiro conto infantil «Sarapinta Joaninha, quantas pintas pintas tu?» na colectânea Contos que contas tu.

Sendo ainda uma aprendiz, quer conhecer outros géneros narrativos e vai frequentando formações diversas: A Arte da Ficção, Escrita de Terror, Escrita de Thrillers, Escrita Jornalística, entre outras.

A par da escrita entende a importância fundamental da leitura. Como é costume dizer-se, o leitor não tem de ser escritor, mas o escritor tem de ser leitor.

Conta ter lido todos os seus livros quando chegar aos 99 anos. Vá, talvez aos 100.

É colaboradora na Revista Palavrar – Ler e escrever é resistir e é membro do Clube dos Writers, ambos nascidos na comunidade onde se iniciou na escrita em 2020. Faz parte da Equipa de redacção de A Casa do João - Revista de Literatura Infantil e Juvenil.

Alexandra Maria Duarte

A Cor das Palavras

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