Gosto de ver as palavras com cor e gosto de ouvir

a cor das palavras

Albicastrense de gema, a rapariga das palavras sempre teve alguma dificuldade em dizê-las; gostava mais de as ler e de as escrever. De pequena adorava fazer ditados, porque nunca dava erros. Gostava de ver a história que alguém lhe contava, escrita no papel, com a sua letra, certa e redondinha. Não imaginava, nessa altura, que algum dia poderia escrever histórias inventadas por ela, criar personagens extravagantes e construir enredos ousados; engendrar novos vocábulos, significados ou trocadilhos e, deste modo, presentear as palavras com novas cores e matizes.

Rumou a Lisboa para estudar Línguas e Literaturas Modernas e fez, depois, uma pós-graduação em Tradução. Após o curso, participou na redacção e edição do livro Ribatejo — Receituário Regional Tradicional, tendo colaborado ocasionalmente na revista Cardápio — Saber Viver.

Haveria, de futuro, um caminho a percorrer.

Caminhante, não há caminho, faz-se caminho ao andar...

(António Machado 1875-1939)

Em 2020 começa a frequentar cursos de escrita criativa, pela mão de Analita Santos, começando com a Semana da Escrita, seguindo-se a Escrita em Acção e, por último, o Livro em Acção, que resulta na publicação da colectânea Não vão os lobos voltar, e onde se estreia com o conto «Morte de Perdição».

Entretanto, descobre as formações da editora Trinta-por-uma-linha, sob a mentoria de João Manuel Ribeiro, que lhe dão a conhecer o mundo da literatura infanto-juvenil, vindo a estrear-se com o conto infantil «Sarapinta Joaninha, quantas pintas pintas tu?», presente na colectânea Contos que contas tu.

O anseio da descoberta leva-a a experimentar outros géneros e, por entre estas aventuras, frequenta diversas formações: Escrita de Terror, sob a tutela de Pedro Lucas Martins; A Arte da Ficção, com João Tordo; e outras como Introdução à escrita de ficção científica e fantasia, Técnicas de escrita jornalística para histórias de não ficção, Escrita de romance policial e Escrita de thriller psicológico.

A par da escrita entende a importância fundamental da leitura. Como é costume dizer-se, o leitor não tem de ser escritor, mas o escritor tem de ser leitor. Vem, assim, a frequentar os workshops de Biblioterapia – «Ler para viver melhor», «O cérebro leitor» e «Agente leitor», ministrados pela biblioterapeuta Sandra Barão Nobre. Mais tarde, ainda neste âmbito, concluiu o curso "Biblioterapia Primeiros Passos", com a biblioterapeuta Carla Sousa.

Foi membro do Clube dos Writers e colaboradora na revista Palavrar - Ler e escrever é resistir. Faz parte da equipa de redacção de A Casa do João - Revista de Literatura Infantil e Juvenil e é associada da APB - Associação Portuguesa de Biblioterapia.

Coisas de que gosto

Ler e escrever (não, a sério?), chocolate, gatos (pronto, bichos em geral), o mudar das estações, pisar as folhas de outono, campo (praia nem por isso), meditar, vegetarianar, filmes antigos, filmes de animação, reggae, natal, gargalhadas, silêncio (pode ser interrompido por alguma gargalhada), honestidade, lealdade, verdade (e algumas outras terminadas em -dade), tolerância, compaixão, brincar com a língua portuguesa, aprender outras, desenhar (falta-me tanto para lá chegar), ler e escrever, já disse ler e escrever? Ah, já.

Imagens para os media

Alexandra Maria Duarte

A Cor das Palavras

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