Se lutas com dinossauros, se voas em foguetões, se danças com fantasmas…. escreve, tens em ti as histórias.
Se passas os dedos pela lombada dos livros nas prateleiras, como quem sente a pele de um ente querido…. escreve, tens em ti a emoção.
Se o mar não é só mar, porque é profundo, azul, revolto, imenso, sereno, impaciente, brando, arrebatador…. escreve, tens em ti as palavras.
Se os teus passos são pequenos, mas não temem o caminho... escreve, tens em ti a valentia.
Se procuras o lado oculto da lua, o cume inatingível da montanha ou o planeta desconhecido... escreve, tens em ti o mistério.
Se em dias a preto e branco vês as cores do arco-íris…. escreve, tens em ti a poesia.
Se discutes com as personagens, com o autor, com a folha em branco, com a caneta, com o teu reflexo, com a tua cabeça, com as tuas ideias... escreve, tens em ti o diálogo.
Se a vida não te chega, não te aconchegues; desenrola o corpo e faz-te maior... escreve, tens em ti a criação.
Se o medo te enlaça, desenlaça-te; conecta-te com os outros e…. escreve, tens em ti a humanidade.
E se, mesmo assim, ainda não sabes o que tens... escreve, tens-te a ti e é quanto basta.

Alexandra Maria Duarte
A Cor das Palavras

Alexandra Maria Duarte
Albicastrense de gema, a rapariga das palavras sempre teve alguma dificuldade em dizê-las; gostava mais de as ler e de as escrever. De pequena adorava fazer ditados, porque nunca dava erros. Gostava de ver a história que alguém lhe contava, escrita no papel, com a sua pequena letra, certa e redondinha. Não imaginava, nessa altura, que algum dia poderia escrever histórias inventadas por ela mesma.
Começa a levar a escrita a sério quando começa a frequentar cursos de escrita criativa. Afinal a escrita não é tão fácil como parece e há muito para aprender.
Lança o seu primeiro conto não infantil — «Morte de Perdição» — em 2021, na colectânea Não vão os lobos voltar e no ano seguinte publica o primeiro conto infantil «Sarapinta Joaninha, quantas pintas pintas tu?» na colectânea Contos que contas tu.
Sendo ainda uma aprendiz, quer conhecer outros géneros narrativos e vai frequentando formações diversas: A Arte da Ficção, Escrita de Terror, Escrita de Thrillers, Escrita Jornalística, entre outras.
A par da escrita entende a importância fundamental da leitura. Como é costume dizer-se, o leitor não tem de ser escritor, mas o escritor tem de ser leitor.
Conta ter lido todos os seus livros quando chegar aos 99 anos. Vá, talvez aos 100.
É colaboradora na Revista Palavrar – Ler e escrever é resistir e é membro do Clube dos Writers, ambos nascidos na comunidade onde se iniciou na escrita em 2020. Faz parte da Equipa de redacção de A Casa do João - Revista de Literatura Infantil e Juvenil.



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